O café-concerto de dia 25 de outubro foi uma noite de surpresas. Mal sabia eu que para além da surpresa que o grupo tinha preparado à Alice Rolo, homenageando-a; a surpresa aos sócios da incrível, representando alguns sketchs do Orlando Laranjeiro que ilustravam a Incrível de há muitos anos atrás e, ainda, a surpresa não só à massa associativa como ao grupo, com um poema do Orlando Laranjeiro dedicado ao CIA, haveria uma homenagem à minha pessoa com direito a poema e tudo.
O poema foi escrito pelo multifacetado Cláudio Ventura que, no seio do grupo, é luminotecnico, sonoplasta, músico, actor, contra-regra e também poeta.
Eugénia Conceição
Teatro.
Lugar de drama,
Forma de arte,
Onde se vê apenas a mascara,
Dos que de si fazem parte.
Fenómeno mágico,
Em local existente,
Imaginário
Mas presente,
De que nada mais é feito
Se não de gente.
E é para esta tríade teatral
Necessária compenetrada preparação.
Só para fazer acontecer,
O que se acabou de ver.
Tempos colectivos e individuais,
Nas nossas mentes, bem reais.
E para que vós os vissem,
Nascer assim neste espaço,
É necessário pulso de aço,
Pois que magia desta não acontece
Só por obra de prece,
Ou por simples e puro acaso.
Atrás dos panos pretos,
Que para vós servem
Para nos dar destaque e louvor.
Está uma equipa de bem
Trabalhando sem olhar a quem,
Sem motivo mais nobre que ter
Ao teatro verdadeiro amor.
Senhoras e senhores de preto, um obrigado a vós.
É por horas desgastantes,
Passadas a fio em ensaios,
Sem apoios constantes,
Por aqueles que nos deviam ser,
Os nossos mais fiáveis apoiantes.
Senhoras e senhores de preto, um obrigado a vós.
E por remarem assim,
Contra marés e tempestades,
Trazidas maioritariamente,
Por pseudo grandes entidades,
Que pelo rei que têm na barriga
Se tornam um prato,
Que vos agradecemos a vós
Gente de preto vestida,
São vocês que nos dão, realmente o teatro.
Porque teatro amador,
É realmente actividade de elite,
Pesada de se fazer andar.
Isto não é para quem quer,
Não é para quem pode,
É preciso amar.
Cláudio Ventura, 21 de Outubro de 2008
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Uma noite de surpresas
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Cénico Incrível Almadense
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quarta-feira, 29 de outubro de 2008
O Cénico da Incrível - Poema de Orlando Laranjeiro
O Cénico da Incrível
Fora de cena, quem não é de cena
As pancadas de Molière batidas devagar
Apaguem as luzes, subam o pano
O espectáculo vai começar!
É apenas mais um, dois, três actos
Escritos na nossa própria vida
Talvez meia dúzia de aplausos
P’rá personagem por nós vivida
É assim o Teatro que amamos
Com pronúncia de amador
É por ele que lutamos
É com ele que nos deitamos
Em noites fartas de amor
É este o Teatro que herdámos
Que entre ravinas e veredas continuámos
Fazendo e absorvendo cultura
Reacendemos a magia e a paixão
Deste palco e deste velho salão
Onde o encanto e o sonho ainda perdura
Já fomos “Fonte dos Milagres”
Vizinhos do “res-do-chão”
Representámos “Topaze”
De “Cabaz de Frutas” na mão
Fomos “Pássaro de Asas Cortadas”
“História da Avozinha”
“Dama das Camélias” encantadas
E da “Micaréme” Rainha
Fomos “Dois maridos em apuros”
E “Festa no Ribatejo”
Com “Lápis de Cores” seguros
Nos cenários do nosso desejo
Por isso “Acertámos o Passo”
Desafiámos a sorte
E já com Abril no regaço
Acolhemos o “Chico do Norte”
Encenámos “O Pão” que o diabo amassou
Mantivemos “As Cadeiras” no seu lugar
E uma “Cantora Careca” que nos contou
Histórias lindas de pasmar
Respeitámos todo esse passado
Despertámos novas paixões
Somos por isso dignos deste legado
Já percorremos “As Quatro Estações”
Data de há longos anos a nossa história
Dela fazem parte nomes inesquecíveis
Gente bonita que povoa a nossa memória
Como grandes e prestigiados INCRÍVEIS
E nesta casa feita de alma e tradição
Centenária e indestrutível
Há-de sempre bater o coração
Do CÉNICO da INCRÍVEL
Orlando Laranjeiro
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Cénico Incrível Almadense
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terça-feira, 28 de outubro de 2008
Alice Rolo - A Figurinista do CIA
No passado dia 25 de Outubro, aquando do café-concerto comemorativo do aniversário da Incrível almadense e do seu Grupo Cénico, decidimos fazer uma justa homenagem à nossa figurinista, Alice Rolo, que queremos partilhar publicamente.
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Cénico Incrível Almadense
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