sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Atenção à Sociedade Portuguesa de Autores!



TENHAM ATENÇÃO à Sociedade Portuguesa de Autores e às quantias que pagam.

O Cénico da Incrível Almadense decidiu colocar em cena um monólogo e uma comédia em 1 acto. O monólogo tinha autorização do autor, que não estava registado na dita Sociedade e que não cobrou quaisquer direitos. No que se refere à outra peça – “Ressonar sem dormir”, de Luís Ferreira de Castro Soromenho, não tínhamos praticamente nenhuns elementos do autor. Tínhamos um exemplar da 10.ª edição mas que não estava sequer datado. Fazendo uma pesquisa superficial, soubemos que se encontrava um exemplar impresso da Biblioteca Dramática Popular, nº 366, e outro exemplar dactilografado, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Existia, ainda, a informação de que a peça havia sido censurada pela PIDE e que havia sido produzida em 1948/53.

Em 5 de Setembro do corrente ano, a Colectividade a que pertence o grupo contactou via e-mail a Sociedade Portuguesa de Autores, manifestando a vontade de levar a peça à cena e indagando se haveriam direitos de autor a liquidar. Não obtendo resposta, em 28 de Setembro, insiste no e-mail. Contudo, a 10 de Outubro continuava sem qualquer resposta, pelo que mandou um terceiro e-mail a insistir no conteúdo do primeiro. Finalmente, a 10 de Outubro a SPA responde, informando que o valor a cobrar seria de 25€ por cada actuação, a favor do autor Luís Soromenho.

Ora quando fomos informados de tal, ressaltou-nos imediatamente a expressão “a favor do autor”. A menos que o Sr. Luís Ferreira de Castro Soromenho tivesse descoberto a “Fonte da Vida Eterna”, não receberia aquela quantia, pelo que decidimos sentar-nos em frente ao PC e pesquisar na net. Descobrimos que a biblioteca da Faculdade de Letras de Lisboa havia digitalizado a peça, que data de 1872. De imediato foi enviado  um e-mail à Faculdade de Letras de Lisboa pedindo ajuda no sentido de nos fornecerem dados biográficos do autor, ao mesmo tempo que a Colectividade informava a Sociedade Portuguesa de Autores da dúvida sobre se a peça não teria caído em domínio público, facultando o link da Faculdade de Letras de Lisboa e solicitando o ano da morte do autor, isto em 10 de Outubro.

A Faculdade de Letras de Lisboa informou que não tinha quaisquer dados do autor e aconselhou o contacto com a biblioteca do Teatro D. Maria II e com o Museu Nacional do Teatro, o que foi feito.

Muito simpaticamente, a Biblioteca do D. Maria II investigou o assunto mas não encontrou dados biográficos do autor, apenas tendo encontrado uma referência de um outro autor que falava de Soromenho como sendo um provinciano que tinha vindo para Lisboa e tinha escrito comédias. Por seu lado, o Museu Nacional de Teatro também nos facultou várias informações sobre obras e participações do autor em jornais e revistas, mas não sobre datas de nascimento e óbito.

Ora não havendo quaisquer elementos, não vislumbramos como poderá ter a Sociedade Portuguesa de Autores chegado à brilhante conclusão de que poderia cobrar 25€ por actuação…

Façamos um “suponhamos”, como o Zézé e o Toni:

Suponhamos que o autor tenha editado a peça aos 18 anos… teria, pois, nascido em 1854. Suponhamos, ainda que teria falecido com 82 anos (pouco provável tendo em conta a esperança de vida no séc. XIX), morreu então em 1936. Suponhamos, também, que ele ou algum herdeiro tenham feito registo na Sociedade Portuguesa de autores em 1925 – data da criação daquela sociedade. Ora, partindo deste pressuposto, os direitos terminariam 75 anos após a morte do autor, ou seja, em 2011.

Seja como for, até hoje a Sociedade Portuguesa de Autores não deu resposta à Colectividade. A Colectividade tomou conhecimento, através da Câmara Municipal de Almada, que não haveria lugar a pagamento, pois a autarquia contactou a SPA, no âmbito da 16.ª Mostra de Teatro de Almada, para indagar da regularização dos direitos de autor por parte da Colectividade, participante naquela Mostra. A Sociedade Portuguesa de Autores enviou um e-mail à C.M.A. informando que as peças de Luís Ferreira de Castro Soromenho já haviam caído em domínio Público. Lamentavelmente não deram qualquer resposta à Colectividade.

PORTANTO, meus amigos, tomem atenção. Não vão andar a pagar quantias que não têm obrigação de pagar. Pelos vistos a política da SPA é: se perguntam é porque não sabem, se não sabem pagam e nós metemos o dinheiro ao bolso!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Programação da 16.ª Mostra de Teatro de Almada

Consulte a programação da 16.ª edição da Mostra de Teatro de Almada no link:

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Ante-estreia de "À espera de ser chamado" e "Ressonar sem dormir"




Dia 27 de Outubro, pelas 21,30h no Salão de Festas da Incrível Almadense * Entrada Livre 

O espectáculo inicia com um monólogo de Luís Gonçalves – “À espera de ser chamado”. No decorrer do mesmo, António Lopes revela-se um homem rezingão, malcriado, prepotente, com uma veemente repulsa à sogra, que lhe aponta os defeitos, entre os quais o de ser irresponsável e distraído.

Segue-se “Ressonar sem dormir”, de Luís Ferreira de Castro Soromenho. Uma comédia em 1 acto bem ao jeito popular. A cena decorre na casa de um capitão da Infantaria que, avisado por um amigo da chegada de uma antiga namorada que pretende vingar-se e, assim, destabilizar-lhe a tranquila vida conjugal, engendra um plano para se deslocar ao S. Carlos e obter todas as prendas que lhe oferecera outrora. A chegada de um soldado com a missão de lhe entregar uns documentos não poderia vir mais a calhar. Dando seguimento ao seu plano, faz com que o soldado o substitua no leito, ordenando-lhe que ressone sempre que ouvir passos. Tudo estaria muito bem se a esposa não tivesse descoberto o ardil e não tivesse virado o feitiço contra o feiticeiro…

 Os nossos agradecimentos ao autor Luís Gonçalves que, gentilmente, autorizou o Cénico da Incrível Almadense a representar o seu texto. Aqui deixamos uma breve biografia nas palavras do próprio autor:

«Chamo-me Luís Gonçalves, sou de Coimbra, nasci no dia 30/03/1984. Comecei a ter gosto pela representação, muito cedo. Foi na escola primária e na catequese que o bichinho do teatro surgiu! Quando entrei para a escola preparatória, fiz uma pequena encenação das lições do tonecas para a minha turma, juntamente com uma colega minha e fiz parte do grupo de teatro, chegámos a participar num festival de teatro em Coimbra, no teatro Gil Vicente. Terminei o 9º ano e fui tirar um curso de formação profissional na área de cerâmica numa instituição, onde criei um grupo de teatro com ajuda de alguns professores. A instituição contratou a actriz Cláudia Carvalho do grupo de teatro "o Teatrão" para trabalhar connosco. Assim que terminei a minha formação, arranjei trabalho e abandonei a instituição e o grupo de teatro. Em 2009, inscrevi-me num workshop de teatro na Lousã, onde a nossa encenadora a actriz-palhaça Ajejandra Hezberg da operação nariz vermelho. O workshop durou 3 meses, não chegámos a montar nenhum espetáculo, apenas fazemos exercícios de representação á base do improviso, que me ajudou muito. Assim que o workshop acabou, eu não encontrei mais nenhuma saída para o teatro, comecei a escrever os meus próprios textos: "Á espera de ser chamado", "os turistas" e "Uma lição sem o tonecas". Enviei os textos para vários sites da internet e foram publicadas disponíveis para download. Também criei um blogue "o homem do teatro" onde publiquei os meus textos e outras coisas relacionadas com o teatro. Neste momento continuo a escrever e espero um dia voltar a representar».

Não deixe, também, de visitar o blog do autor: